25.9.13

Desenhando o Bom Doutor



No dia 31 de agosto fui ao show do grande Dr. Lonnie Smith, no Jazz na Fábrica, festival organizado pelo SESC SP. O Dr. é uma lenda viva do Soul Jazz, tocando e compondo há mais de 50 anos, sempre com grande inventividade e com muito swing.


Como agora desenhar em shows tornou-se um hábito, não pude resistir a registrar o show nas páginas do sketchbook.

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Fiz esse sketch durante o show em grafite, marcando os volumes e os valores. A cor acrescentei depois, com marcadores AD e lápis pastel Albion.

Momento fantástico no bis:
o Dr. volta sozinho ao palco, apoiado por sua bengala.
De repente começa a tocar um solo com ela, a bengala,
que está "eletrificada" e funciona mais ou menos como um baixo elétrico. Incrível.



Depois do show, o Dr. recebeu os fãs com simpatia e alegria contagiantes, autografando CDs e conversando muito com todos. Mostrei meu sketchbook, ele pareceu gostar muito da idéia de ter seu show desenhado, e generosamente autografou um retrato seu. 


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www.drlonniesmith.com

24.7.13

O 1º Livro a Gente Nunca Esquece


Sexta-feira, dia 26, será a Noite de Autógrafos da coleção Sketchbook Experience. Estarei junto de outros 17 artistas assinando os exemplares dos livros.


Quando iniciei esse sketchblog, há 7 anos, não poderia imaginar que obteria tantos frutos por perseverar na prática do desenho descompromissado. Estou caminhando para uma linguagem pessoal, desenhar se tornou bem mais natural, e um livro coletando esses resultados é um marco inesperado destas conquistas.

Veja uma prévia do livro no vídeo abaixo:


A coleção Sketchbook Experience é mais uma tacada de mestre do grande Ricardo Antunes. Se já não tinha palavras para dizer minha admiração pelo trabalho dele em prol da ilustração, agora que ele me honrou com o convite para participar da coleção fico definitivamente atônito. Pois à admiração somou-se uma gratidão sem medida.

Outro amigo de quem sou muito grato é o Spacca, que gentilmente escreveu um generoso prefácio para o livro.

A Noite de Autógrafos ocorrrerá junto do tradicional encontro de ilustradores de Sampa, o Bistecão Ilustrado, no restaurante Sujinho, na Rua da Consolação sentido Jardins.

Esse será um Bistecão mais do que especial. Além de mim estarão lá autografando seus livros os artistas:

1. André Toma 
2. Baptistão 
3. Benicio 
4. Bernardo França 
5. Fábio Corazza 
6. Gilberto Lefevre 
7. Gilberto Marchi 
8. Hiro 
9. Leo Gibran 
10. Marcio Morais 
11. Minighitti 
12. Negreiros 
13. Schaal 
14. Rui de Oliveira 
15. Orlando 
16. Spacca 
17. Zé Otavio

Cada livro será vendido por R$ 30 em dinheiro ou cheque.

Para quem também quiser participar do Bistecão paga a consumação mais uma caixinha de R$ 5.

Espero que eu possa dividir a alegria desta noite com muitos amigos que fizeram parte de alguma forma deste caminho. E também com os inúmeros professores que tive, como escrevi na dedicatória "foram eles quem fizeram este livro".


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Noite de Autográfos da coleção Sketchbook Experience
Bistecão Ilustrado Especial
Sexta-feira, dia 26
das 20h às 23h

Restaurante Sujinho
Rua da Consolação, 2068 (sentido Jardins)
Consumação + R$ 5 de caixinha

estacionamento ao lado

16.5.13

SketchBlog para quê?

Em pouco mais de um mês este blog completará 7 anos. Eu não o tenho atualizado freqüentemente, apenas uma meia dúzia de vezes anualmente. Tenho perguntado-me se vale a pena continuar o projeto.

Há hoje muitos meios eficientes de divulgar desenhos e idéias. Será que há algo que o formato SketchBlog pode oferecer que não está coberto pelos serviços de Facebooks, Instagrams e afins?

Bom, agora há pouco, quando preparava-me para apagar o blog, comecei a reler os posts antigos e percebi algo. Aqui eu posso ver o desenvolvimento de uma certa linguagem gráfica, posso ver caminhos que abandonei e trilhas que descobri. Posso ainda, de uma certa forma, conversar comigo mesmo, concordando e discordando das escolhas estéticas que tomei.

Não sei se isso tem utilidade para mais alguém, porém para mim é razão suficiente para insistir no formato por mais algum tempo.

Desenho de observação - marcadores Sharpie e caneta Posca branca - 13 de Abril
As atualizações aqui continuarão raras, pois o formato e o foco pedem um tempo para preparar cada post, o que é bem difícil de se ter. Portanto também devo começar outro canal para publicações mais rápidas e onde eu possa sair do tema "sketch", publicando artes, fotos, notas de momento.

Obrigado pela audiência de todos.

8.2.13

Esclarecimentos Necessários

Nesta semana um ex-sócio do SketchJazz! surtou após a divulgação do lançamento do livro do S!J na Revista Ilustrar e iniciou uma irresponsável campanha de difamação.

Como a reputação do difamador no meio da ilustração brasileira não dá crédito às suas bravatas, não havia porque alimentar o troll. Entretanto e infelizmente, suas ações destruíram o clima para o lançamento do livro.

A suspensão do lançamento gerou ônus e perdas às dezenas de participantes do livro do SketchJazz!. As medidas pelo ressarcimento das perdas dos lesados, e pelos danos à honra e à moral dos difamados, já estão em curso pelos canais apropriados. Como este também é um caso de bullying digital, não haverão respostas pontuais à infindável lista de mentiras e distorções.

Entretanto, como alguns participantes da comunidade do S!J, que não foram íntimos do começo do projeto, certamente estão confundidos pela campanha de difamação, seguem esclarecimentos necessários.

Como é um texto longo e bastante chato, recomendo que só o leia quem realmente ficou confuso quanto à integridade do projeto S!J e de seus organizadores.


Quanto à matéria na revista:

Não houve de nossa parte nenhuma declaração à revista Ilustrar ou a qualquer outro veículo de que o projeto S!J foi criado apenas por mim e pelo ilustrador Fabio P. Corazza. Nós jamais declaramos isso, seja em público ou em privado.

Quando fui contado pela publicação e informado de que nosso ex-sócio estava esbravejando por ter sido esquecido, minha resposta esclareceu a criação do projeto como fruto de seus “3 pais”.

Todavia descobri então que a revista não cometeu um erro jornalístico ao publicar apenas nossos dois nomes, e sim foi induzida em erro uma vez que o texto da revista estava fundamentado em 3 informações conseguidas diretamente do próprio ex-sócio (uma conversa, um texto no blog dele e uma mensagem no Twitter dele) de que "ele iria participar do evento".

No dia 6 de fevereiro nosso ex-sócio foi informado pela revista sobre a origem das informações e de como foi fundamentada, estando o ex-sócio consciente de que a revista havia sido induzia em erro pelas informações conseguidas. A revista propôs um comunicado público de esclarecimento sobre a origem das informações e sua correção, e de que este comunicado poderia ser mudado e ajustado pelo ex-sócio para não gerar nenhum atrito com a opinião atual dele, e dessa forma encerrar o assunto. Nosso ex-sócio não aceitou o texto integralmente. Então a revista decidiu corrigir o erro através de um comunicado imparcial e respeitoso para todas as partes envolvidas, decidindo de forma justa pela suspensão temporária do livro para sua remodelação e retornando em um futuro próximo, conforme tornado público naquela data.


A Origem do S!J:

A idéia original do SketchJazz! surgiu no Bistecão de 28 de Maio de 2010 e é de autoria do Fabio Corazza. Ele sugeriu que visitássemos os bares e desenhássemos. E já batizou o projeto como “sketchjazz”. Eu imediatamente incentivei e promovi a idéia, pois já estava procurando algo que pudesse ser transformado em um empreendimento no meio do movimento de sketch-isso ou aquilo-craw, e nós três fizemos nossa primeira reunião informal.

Dentre as várias provas deste fato há o tweet de nosso ex-sócio:

31 May 10 @mon*********ado: “Uma, entre muitas outras coisas legais do #BistecaoIlustrado foi planejar saídas nos Jazz Bares de Sampa, pra desenhar os músicos.”

Nos dias seguintes a idéia “demorou para pegar” e eu, confiante no potencial do projeto, continuei incentivando-a para meus futuros sócios. Minha intenção era construir um evento com comunidade on-line, marca, identidade própria, e profissionalismo na organização. Uma estrutura ausente no cenário da época.

No dia 5 de Junho combinei com nosso ex-sócio de fazer de uma vez o primeiro evento. Como era ele quem tinha a maior audiência na internet sua função seria, naturalmente, a divulgação. Novamente um tweet dele comprova:

5 Jun 10 @mon*********ado: “O amigo @joel_lobo deu uma ideia bacana, fazer um Jazz Crawl depois da sessão de modelo vivo de hoje. Eu fiz um Bar Crawl solo, ontem.”

Mais um pouco de incentivo meu e, finalmente, o primeiro SketchJazz! foi marcado. O Fabio não pode ir de última hora por conta de um compromisso de trabalho.

Essa é a origem do projeto, e por isso nosso ex-sócio se referiu a ele em muitas mensagens e declarações como um projeto “de três pais”. Cada um com uma contribuição indispensável: o Fabio com o amor à música e comprometimento com os valores da arte; o ex-sócio com seu talento para agitar as massas; e eu com a visão de uma formatação de empreendimento, sem a qual o SketchJazz! seria mais um oba-oba de desenho como os vários outros dessa época.

É verdade que sempre será possível entrarmos em discussões intermináveis sobre quem é mais pai do quê; como um arquiteto, um engenheiro e um mestre de obras brigando por quem é mais autor de um edifício. Cada um TERÁ RAZÃO de acordo com o ASPECTO que se olhar. Entretanto, essa versão da origem sempre foi considerada pelos três como a correta. Em todas as declarações públicas não houve por parte de nenhum dos três qualquer reclamação. Por exemplo, quando a matéria para a TV Mix foi ao ar, e eu mantive essa versão na entrevista, o ex-sócio escreveu-me elogiando meu “desempenho diante das câmeras”.

http://www.youtube.com/watch?v=1vaDk3-Pd7w&feature=share...


A saída do projeto.

Durante o ano de 2011 nosso ex-sócio desgastou por conta própria sua reputação no mercado de ilustração brasileiro - criou discórdia com muitos colegas, “fechou a porta” com clientes, cometeu bullying digital inúmeras vezes. Esse seu desgaste afetou negativamente todos os que estavam próximos a ele. A fim de preservar a amizade entre todos, meu sócio e amigo Fabio Corazza propôs ao ex-sócio que o projeto continuasse sem um dos dois e ofereceu a escolha a ele.

Ele escolheu sair de livre vontade, conforme e-mail de 5 de Janeiro de 2012:“Mesmo discordando, aceitei a condição, para que o evento e a sociedade continuem. Eu estarei disposto a ajudar e contribuir no que eu puder, e chegamos a conclusão que é possível restaurar o convívio saudável, superando grandes diferenças, para o alívio mútuo.”


A nova versão da origem do projeto.

Meses depois, no fim de Abril daquele ano, nosso ex-sócio arrependeu-se de sua decisão. Ao invés de nos procurar em privado para tentarmos um acordo e re-aproximação cometeu bullying digital contra nós enviando e-mails para participantes do S!J com diversas calúnias e mentiras. Dentre essas mentiras estava pela PRIMEIRA VEZ a nova versão da origem do projeto:

“O SketchJazz foi uma iniciativa minha, que surgiu espontaneamente quando eu voltava para casa numa noite, saindo do Estúdio Notan, e parei no All of Jazz para um show que estava para começar. Eu trazia uns sketchbooks comigo e fiz uns desenhos durante a apresentação, e isto me pareceu um bom motivo para reunir amigos e desenhos.”

A ausência de toda a etapa de planejamento do projeto e exclusão da participação dos outros “2 pais” foi bastante surpreendente. Por muitas vezes tentei nos re-aproximar e construir um consenso quanto a essa questão. Insisti em conversas até Setembro daquele ano, inventando pretextos para nossa re-aproximação como entregar pessoalmente no Bistecão de Agosto um original do Chris Payne dele que presentei-o com a restauração e emolduramento, mas não houve resultado. Em Outubro, ele encerrou nossa amizade no Facebook e eu respeitei sua decisão não tornando a contatar-lhe.

Sem um consenso eu e o Fabio optamos por respeitar nosso ex-sócio e não mais descrevermos a criação do projeto como foi. Desde Abril apresentamos nós mesmos como apenas “organizadores do evento” em qualquer canal que tivéssemos acesso. O que motivava essa decisão era a esperança de que algum dia ainda pudéssemos os três entrar em acordo novamente.


A campanha de difamação.

Hoje, é minha opinião pessoal que o arrependimento do ex-sócio e sua violenta reação são expressões de sentimentos perversos como a inveja, o ciúme e a vaidade. Provavelmente ele esperava que sua ausência fosse lamentada e que sua volta fosse implorada. Infelizmente, para ele, o projeto só teve cada vez mais sucesso graças ao profissionalismo e ao empenho com que o mantemos.

O anúncio do lançamento do livro foi o gatilho para novamente cometer bullying, tentando prejudicar a nós dois e ao projeto. Todas as suas alegações são pretextos para justificar e alimentar sua violência.

Se ele quisesse a correção do texto na revista, teria entrado em acordo.

Se ele agisse “pela verdade” e não por malícia não teria tentado esconder provas como deletar os tweets que transcrevi acima.

Se ele quisesse só “o bem para a ilustração e para os ilustradores” não moveria uma campanha pública pondo em risco o lançamento de um livro com dezenas de participantes.


Providências

Eu, o Fabio P. Corazza e a editora faremos de tudo para que essa suspensão do lançamento seja realmente apenas um adiamento. Não nos intimidaremos por valentões. Nunca.

Afortunadamente, tudo isso ocorre num momento em que estávamos sentindo que o projeto SketchJazz! estava ficando pequeno para todo o potencial profissional e pró-ativo que temos. Portanto faremos deste incidente o ensejo para que nossos esforços no S!J sejam incorporados em uma iniciativa maior. Onde variadas formas de divulgação da arte de desenhar sejam organizadas. Acomodando toda a geléia geral do talento e criatividade de nossos amigos e parceiros.

Vocês não perdem por esperar.

Grande abraço e que Deus nos abençoe a todos,

Joel Lobo
 
 
 
 
 

21.8.12

Antes de irem para a gaveta

Fabio P. Corazza posando no SketchPROP.
Com o passar das semanas formam-se  pequenas pilhas de desenhos e estudos aqui no estúdio. Assim, mais ou menos a cada dois meses tiro um tempo para organizar essas folhas, descartando a maioria e arquivando umas poucas.

Hoje pude digitalizar alguns dos desenhos que estavam por aqui, e os publiquei abaixo.

Para começar quatro desenhos do último SketchPROP que ocorreu durante o "Paçoca no Quintal", encontro de artistas promovido pela modelo e atriz Renata Novaes.

As poses da noite foram de 10 minutos, e a iluminação dramática ajudou bastante a compor as cenas. Usei como de costume os marcadores Sharpie e a Posca branca. Como o tempo era curto os meios tons foram feitos com marcadores ao invés das hachuras. No geral gostei do efeito.


Rômulo Santos posando no SketchPROP.

Iara Furuse Abigalil posando no SketchPROP.

 Julius Schadeck posando no SketchPROP.



E abaixo estão alguns desenhos variados.
Durante um passeio com minha filha no parque Piqueri deu tempo para um desenho da caixa de areia.

No show do Ari Borger Quartet em 13 de julho no SESC Belenzinho. Quase um SketchJazz! privativo :-).

Flávio Guimarães, convidado no show do Ari Borger Quartet.


Uma vista do viaduto Cangaíba em 2 de Julho.

36º SketchCrawl em 14 de julho no bairro da Liberdade.


Um desenho do almoço de 29 de junho enquanto esperava meu pedido